10 agosto 2009

Você virou fumaça no meu peito.



"Meu corpo todo pede o seu calor
Mais um trago para me aquecer
Por tempo ainda resta a minha voz
E eu pretendo lhe dizer
Que vou Ter que lhe deixar
Pra Ter ar nos meus pulmões.
Eu preciso lhe apagar de mim..."



Não importa quantas cervejas e cigarros eu consuma, parece que as coisas sempre acabam desse mesmo jeito.
Mas antes que eu fique sentada em uma mesa de bar, me embreagando com qualquer coisa, tendo o mesmo diálogo de sempre, com as mesmas pessoas de sempre, e achando que isso vai preencher os meus vazios, eu abro mão. Dessa vez vou tentar, não vou deixar o meu corpo falar por mim, isso só deixam as coisas mais levianas do que já estão.
Sei que o destino acaba me dando as respostas, das perguntas que eu nem ouso mais fazer. Não vou mais discutir achando que eu sei o momento certo para tudo, com coisas que eu nem sei se eu vou ter a oportunidade de experimentar.
Agora tá mais fácil, mesmo que não aparente estou mais leve, talvez seja a distância, tempo, e aquelas consequências, ainda não sei, só sinto.
Então, deixa a vida me levar...

27 julho 2009

Não importava a escuridão, eu só enxergava você.



E desse meu jeito, eu caminhei sozinha.
Em uma rua praticamente escura, eu via apenas poucas luzes, aquelas amareladas.
Eu mal conseguia enxergar o que estava na minha frente, mas não me perdia, eu sabia exatamente onde eu queria chegar, mesmo não sabendo os caminhos que eu ia percorrer.
Eu só queria achar aquele caminho que me levasse até você, eu procurei, eu tropecei, me machuquei, e mesmo com feridas abertas, continuei andando meio perplexa.
Eu não sabia de onde vinham as forças para me levantar, talvez alguém que eu nem conhecesse me ajudasse á enxergar, ou me estendia a mão, e foram apoios, bases, a maioria me julgava todo o tempo, e eu tinha vergonha de erguer o meu rosto para querer continar encontrar você.
Eu sabia que eu não deveria andar por aquelas ruas, era perigoso.
Alguém poderia me machucar, e eu, mais uma vez estupidamente ingênua, foi como um masoquismo, eu mesma me feri, feridas que não sangraram, mas que são aparentes em meus olhares em toda essa minha insegurança.
Eu corria, eu disfarçava, mas aquele brilho que muita gente ainda consegue enxergar em meus olhos, é apenas um reflexo de toda aquela felicidade, de tudo aquilo que eu fui e já não sou mais.

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E no meio dos meus cadernos, achei esse texto.
Acredito que ele tenha sido feito faz uns meses, e em alguma aula chata que eu não me lembro qual, relembrando um dia que eu andei sozinha, perdida nos meus pensamentos após aulas cansativas á noite. :~

24 julho 2009

E quando tudo isso, resolver não ser nada?


Eu me pergunto como o tempo consegue destruir tudo, será que ele realmente consegue?
Como é que grandes amores, que consideramos eternos, viram simplesmente "pó"?
Eu não entendo, eu não aceito, como essas coisas acontecem.
Tudo passa...

21 julho 2009

O grande homem, onde está?



Ultimamente tenho recebido e-mails, falando de paixão, amor e afins.
E eu, que quase nunca leio e-mails desses que são passados para várias pessoas em questão de minutos, tenho me interessado e me arriscado a ler essas coisas.
E ontem, após ler um, conseguiu me fazer passar alguns minutos concentrada, antes que eu fechasse no meio das imagens.
"Procure se apaixonar por um grande homem‏."
E esse foi o título do e-mail.
Quem seria esse grande homem? Eu já conheço? Ele me conhece?
Mas o que se trata aqui são as qualidades que são citadas nesse e-mail, e realmente se eu conhecesse um homem exatamente desse jeito, não duvidaria que eu realmente arriasse os meus quatro pneus por uma criatura assim.
Mas dessa vez eu não vou me culpar, falando que eu só faço escolhas erradas em meus relacionamentos, mostrar que eu sou frustrada, e tenho mais que motivos para isso.
Chega de me mostrar como coitadinha.
Eu me apaixono por pessoas diferentes, mesmo quando eu sei que o alarme da atração física não adianta de porcaria alguma para isso. A maioria dos homens que eu considero lindos, uns deuses gregos, não se passa de uma beleza exterior, eu não me interesso de conhecer o íntimo deles.
É mais ou menos como uma vitrine, como uma roupa que eu acho linda, mas acho sensual demais para que eu utilize.
Não gosto desses que passam horas em academias e se enchem de anabolizantes para "arrasar" na night, e muito menos daqueles que tem dinheiro suficiente para comprar as melhores roupas e acessórios na porcaria de um shopping, e sai mostrando o seu carro do ano, que ganhou nas custas do papai, sem nem um pingo de esforço e se achando o máximo, acreditando que ter dinheiro no bolso, se torna "O CARA.”
Não é isso que eu procuro para mim, não é isso que me faz ficar boba e planejar um futuro com alguém.
Eu gosto de exageros, e coisas singelas, mas nada que tenha que colocar presentes caros no meio.
Eu gosto de qualidades que muitas vezes nem precisam ser notórias, mas que quem conheça a fundo saiba a essência, pessoas que não procuram ser melhor que ninguém, mas que queiram fazer alguma diferença no mundo, que ainda veja esperança nas pessoas, que consiga me enxergar como companheira, que me acrescente e que cresça junto comigo.
Talvez seja por isso que eu esteja realmente sozinha, porque eu não tenho paciência e nem vontade para desfrutar dos "prazeres" da vida com uma pessoa vazia, que só pensa no seu próprio umbigo, que venha com programinhas que para mim pareçam ser inúteis, que os nossos encontros sejam cheio de coisas superficiais.
E eu realmente não me importo, se minhas amigas, mãe, ou familiares acharem o meu gosto estranho para homens, por eles terem marcas em seu corpo, por não ser o comum, ou por não ser aquele "genro" que toda mãe sonha. O que se trata aqui é alguém que me ajude a entender esse mundo, que me faça uma mulher, não só no sentido carnal, mas no sentido interior mesmo.
E é assim que vai ser, pretendo me relacionar, casar e ter filhos com um exemplo de homem, que eu admire e que assim, eles também possam admirar.
Esses exemplos que eu dei, são os que eu considero homens ideais, homens grandes.
E quando eu conheço alguém assim, que me faz sentir admiração, pode ter certeza que eu vou tá lá,"babando" e fazendo que mesmo com todas essas minhas contradições e confusões, ele me veja como uma grande mulher.

12 julho 2009

Como eu queria...



Pensamentos não param de me perturbar.
Como eu queria ter feito tanta coisa diferente, como eu me arrependo de tanta infantilidade, impulsividade e ilusões.
Como eu queria jogar tudo isso no lixo, e ter esse pensamento há alguns meses, anos atrás.
Como eu queria dizer toda a verdade sem ter que me preocupar com o que achariam de mim.
Como eu queria largar essa sensação de incapacidade de querer corrigir erros, quando não existe mais tempo, nem como serem consertados.
Tenho me orgulhado dessas experiências que eu venho adquirindo com o tempo, mas ando envergonhada de certas histórias que eu tive, de certas bobagens que eu fiz.
A vida é isso, tenho que me acostumar com certas coisas, e saber que o arrependimento faz parte do amadurecimento.

28 junho 2009

O passado, não será meu presente.



Depois de ter lido cartas, textos e ter visto fotos, me fizeram repensar todo um passado, por alguns instantes.(como um flash back.)
E a verdade, é que eu não me reconheço mais olhando tudo isso, vendo os meus erros e os meus acertos não sendo mais cometidos por mim.
Algumas experiências me deixaram marcas, umas que ainda incomodam, e eu prefiro não cutucar, por ainda não terem sido cicatrizadas por inteiras.
Então, eu as deixo quietas, o tempo vai acabar cicatrizando, e outras me deram coragem para seguir em frente, sem ter que me preocupar com o que eu deixei para trás.
Mas me sinto vazia, como se eu tivesse com um peso nas costas, e estivesse disposta a dividir sempre com alguém.
É quase sempre uma ligação com um relacionamento amoroso, e não ter nenhum, me espanta.
É como se me faltasse alguma coisa.
Sou movida à paixões, ao coração acelerar, e quando isso não vem acontecendo, eu sinto falta.
Eu me pergunto o porquê, ainda disso tudo, já que eu sei que ninguém precisa de ninguém para se considerar uma pessoa “feliz”, mas venhamos e convenhamos, não tem coisa mais deliciosa do que estar apaixonada.
Não encontro respostas plausíveis para eu continuar nessa de ter um envolvimento barato, de sempre querer me relacionar, e sempre sair machucada da história.
Muitas vezes me vejo ríspida, como se eu precisasse sempre ter que chocar alguém com minhas grosserias, sei que estou usando minhas frustrações incorretamente, e talvez seja uma defesa que eu ainda nem sei, ou uma falta de paciência de quebrar a cara mais uma vez.
Não queria generalizar, sei que ainda existe muita gente que dá valor as pessoas, que não gosta de enrolação e muito menos enganação.
Mas sabe, eu realmente cansei disso tudo, e estou preferindo estar no meu vazio do que estar com alguém onde eu veja algum complemento, e no final das contas descobrir que nada existiu.

22 junho 2009

Nada ficou no lugar, eu quero entregar suas mentiras.




"Mentira!
Tudo mentira!
Pura mentira!
Meu amor!"



Desculpem aos que acompanham esse blog, mas todos esses textos que eu publico aqui tem algo a ver com minha vida, seja diretamente ou indiretamente.
Mas o “problema” é que a minha vida estava praticamente um tédio.
Faltava-me inspiração de fato, emoções que pudessem ser traduzidas em palavras.
Mas hoje me surpreendi..

É, as coisas se tornam difíceis de acreditar depois que certas atitudes provam ao contrário.
Sabe quando você sente que pode ser uma das pessoas mais injustas desse mundo e não se preocupa com isso? Mas elas se tornam justificativas quando o que está no meio, são os seus sentimentos, os seus conceitos e afins.
Eu não esperava ter levado um susto, ou esperava e não acreditava.
Mas o que me deixa absurdamente chocada, é a paixão que dizíamos sentir um pelo outro se tornar uma dúvida. O fato que aconteceu, chegou para anular tudo o que você dizia para mim. O que me faz sentir uma imbecil, reparem nessa palavra, em todas as letras, (I M B E C I L), prestaram? É exatamente isso o que eu sou, e se vocês forem inteligentes o suficiente, já devem ter notado.
Como eu consegui vendar os meus olhos desse jeito?
Como eu preferi não enxergar o que estava na minha frente?
Porque eu fui inventar de acreditar, tão sem receio?
Ela estava no meio de nós, sempre esteve. E você dizia que não, e que isso seria ao contrário, que era outra pessoa que estava vivo em mim. E você duvidava, quando eu dizia convicta, que não, que era passado, que não corria risco algum de eu querer voltar atrás, de querer reviver um passado.
Que eu sabia o que eu queria, e a única pessoa que eu queria, era você.
Talvez a ilusão tenha chegado sozinha em mim, talvez eu tenha aumentado as nossas emoções na minha cabeça, tenha exagerado como eu sempre faço.
Mas o nosso relacionamento pareceu ser baseado na sinceridade e hoje eu não tenho tanta certeza disso.
Porque agora a única coisa que eu penso, é como eu deixei que as coisas chegassem à esse ponto? Porque tinha que acontecer algo desse tipo, comigo novamente?
Seria para cansar de se entregar tanto, e ter mais cuidado?
Mas estou absolutamente desistindo de me envolver novamente, com quem quer que seja.
Não estou falando que eu estou sofrendo, acabou-se o tempo que algo me deixasse desse jeito. Mas estou chateada, irritada, não com você, mas comigo! Entende?
Eu prometi para mim que as coisas não seriam mais desse modo, que eu não ia acreditar tão fácil em alguém, mas acreditei, e deu no que deu, bem feito para mim.
Mas hoje, mais do que nunca, eu tive a certeza que a melhor coisa do mundo foi ter desistido de você, foi ter dado um basta em nós dois.
Paixões avassaladoras são instantâneas, e acabou.
E "competir" com ela, seria golpe baixíssimo.
Afinal entre amor e paixão existe uma grande diferença.(Sei do que eu estou falando.)
Preciso engolir algumas palavras que eu cuspiria nesse post, mas vou me controlar ainda mais um pouco. Sei que você vai ler isso aqui, sei que vai querer saber como eu estou e o que eu ando escrevendo. Mas se estiver lendo, como eu imagino que esteja, eu repito, não é fácil acreditar em você! Não mais! Não depois disso!
Se eu estiver enganada me desculpe, mas se eu não estiver, você precisa receber os parabéns e preciso dizer que você seria um ótimo ator.

09 junho 2009

Fui embora, com fome de amor.


Cheguei à conclusão que a melhor coisa de eu ter feito, foi ter pulado fora de uma situação que não cabia mais em mim. Apesar dos erros que eu cometi nessa longa estrada, estou orgulhosa por ter tido a coragem de partir, mesmo querendo ficar. Acho que aprendi a me valorizar, coisa que eu não tinha, e para ser sincera não tenho orgulho nenhum em assumir isso. Sempre tive a falta de amor próprio. Tenho plena consciência disso. Em outros tempos eu continuaria em uma situação ou por comodismo ou por ter a ilusão que uma hora tudo se resolveria.
Agora que estou longe, ainda aparecem alguns pensamentos, mas tenho a sensação que não era bem assim, e realmente não era, nunca foi.
Era só essa mania de criar contos de fadas em histórias que não tem nenhuma ardência, coloquei sentimentos maquiados, paixões talvez forjadas. Mesmo que tenha sido com aquele famoso “sem querer”, hoje eu vejo que não era bem assim como eu imaginava.
Aquela paixão foi pura invenção de nossas cabeças, ou da minha.
Não vou negar que me senti bem ao seu lado, que eu dizia estar realmente apaixonada, e talvez eu estivesse. Mas aceleramos demais o processo, coisas assim têm que ser sentidas com calma, com cuidado. É como se nós perdêssemos o nosso estoque no início de mês. Foi bom usar exageradamente, mas tem hora que falta. Alguém iria sentir fome de algo, e esse alguém fui eu. Vi que as coisas que eu tinha necessidade de ter, você não tinha, nunca teve, e mesmo assim eu ia passando “fome” ao seu lado. Talvez por ainda pensar que eu pudesse achar algo escondido, as coisas mais gostosas são guardadas para o final.
Mas não, quando eu percebi que não tinha o que eu queria, tive que sair, sem olhar para trás e mesmo que eu sinta em algumas horas saudade de momentos bons que passei ao seu lado, vejo que foi melhor assim. Não dava mais para continuar com algo, que me faltava.

07 junho 2009


Nessa página em branco, estou procurando o que escrever.
Estou pensando se eu deveria falar disso tudo que eu guardo, se isso ainda sim importaria.
Depois de algumas cervejas, vejo as verdades querendo sair, tento engolir, guardá-las para mim, evito chegar a essa tela e desmanchar todas as farsas que eu criei.
Eu respiro, peço para que essa vontade vá embora, mas ela não vai.
Acabou o efeito do álcool. Fui ouvir algumas verdades, e as minhas não conseguem mais sair.
A inspiração não chega mais perto de mim, a vontade de escrever não passa.
Agora as palavras travam,estão engasgadas no meu peito, nada mais.
Quer saber? Vou pegar mais uma cerveja, essas verdades devem ser ditas.

31 maio 2009

Entendimento em silêncio.



Que o silêncio consiga ter mais eficiência que essas minhas palavras.
Dessa vez eu vou ser diferente, nada de insistências.
Não vou falar nada, vou ficar aqui até que perceba o que está acontecendo.
Não vai ser eu, que vai explicar.
Veja o que os meus olhos dizem, porque da minha boca você não vai ouvir.
Que as minhas mudanças sejam nítdas, e dessa vez não vou me preocupar se estiver diferente, ou que algo morra no meio do caminho.
Por enquanto eu estou aqui e não vou insistir em mais nada.

29 maio 2009

Mais um dia.


"Antes que eu me esqueça, antes que tudo se acabe...
Eu preciso dizer a verdade..."



Minha vontade é de falar tantas coisas, mas é bom deixar de explicações e de continuar forçar um assunto quando sabemos e sentimentos que a pessoa não quer se pronunciar, ou quando ela deixa as coisas passarem, fazendo que nada aconteceu e ainda sim ela te prende, mesmo que ela não saiba.
As palavras sempre conseguem me atrapalhar, sempre acabo falando o que não deveria.
Sempre existem aquelas coisas que não são para serem ditas, que elas são explícitas e que não precisamos falar nada para que a outra pessoa saiba sobre o que nós queremos dizer, do que nós esperamos ouvir.
Mas na verdade, não devemos esperar nada de ninguém.
Essas coisas sempre cansam, insistir em um assunto indiretamente, desgasta.
Dá vontade de jogar tudo para o alto, sem olhar.
Mas eu tenho paciência, eu acredito no tempo, eu acredito que tudo tem um motivo, uma ocasião e uma explicação, e eu espero por tudo isso.
Mas sei que tem uma chegada hora, que a paciência esgota e tudo isso vira um nada ou tudo.
E para ser sincera, cansei de metades.

12 maio 2009

"Faz de mim mulher do teu coração."



Eu quero estar ao seu lado, mesmo que a nossa distância ou os nossos horários nos impeçam.
Afinal, para estar perto, dentro da gente, não precisamos estar ao lado do outro. As lembranças, as saudades estão aí para isso.
Não me “Importo” se eu não estiver fisicamente com você, desde que eu saiba ou sinta que em algum momento do dia passei em sua mente, que você lembrou do meu cheiro, do meu toque ou de qualquer coisa que possa nos juntar cada vez mais. Eu quero ir além de tudo o que você já conheceu ou teve, quero ultrapassar os seus limites, quero poder chegar aonde ninguém chegou, ou chegar ao mesmo lugar, ou antes mesmo disso, mas quero deixar um pedaço de mim com você. Tudo ainda está muito novo, recente demais para nós, e a simplicidade ás vezes me falta.
Acabo pesando demais um relacionamento que ainda está nascendo e sinto que muitas vezes consigo estragá-lo com essa minha sede de querer tanto bem.

Esse é mais um texto,(era para ser uma carta) que é mais ou menos aquela necessidade que eu já te informei que eu tenho, de dizer o quanto eu gosto de alguém. Quero te conhecer mais, quero estar ciente do que você pode ser para mim ou do que você já se tornou.
Só sei que a minha vontade de te arrancar sorrisos, fazer com que te sintas um homem feliz e satisfeito ao meu lado é enorme.
Essas coisas que eu te falo, podem parecer forçadas, mas não vou me preocupar com isso, já que você odeia explicações e hoje eu só quero deixar que o meu coração fale, sem nada racional.
Quero te olhar nos olhos e poder dizer tudo isso, sem precisar falar nada, e quero que acredites porque é quase um crime duvidar disso que eu considero tão verdadeiro.
Quero te cantar uma canção mesmo que seja assim mesmo, desafinada com ou sem o teu violão só para ver se eu consigo te passar essa harmonia que você consegue transmitir quando solta a sua voz e ela é direcionada somente a mim e mais ninguém, ou talvez te fazer adormecer como você mesmo já fez comigo. Acredite! A sensação de dormir te ouvindo cantar é um sonho.
Quero te cobrir em dias frios, mesmo que não tenhas nenhum cobertor, porque eu sei que o meu calor pode ser o suficiente para te aquecer.
Quero passar com você os seus problemas, quero que divida comigo para quem sabe assim eu consiga estancar as suas feridas mesmo que eu não possa fazer nada além de te ouvir.
Quero que você continue com essa sua timidez, quando eu falo ou faço algo que você não espera.
Quero um dia cozinhar para você e dizer com toda a felicidade do mundo “olha neguinho, fiz para você!” Quero te cobrir de beijos e abraços mesmo que eu tenha apenas alguns segundos com você para que eu te sinta cada vez mais.
Quero continuar sentindo aquela saudade, antes mesmo da gente se separar.
Quero que você tenha asas para voar, que a liberdade nunca te falte.
Quero continuar me sentindo calma quando estou em seu colo, e ter a certeza que mesmo com todos os empecilhos depende só da gente para que tudo isso dê certo.
Quero controlar os meus ciúmes, mas não quero que eles sumam.
Quero sentir que a cada dia que passa você seja mais meu, não como propriedade, mas como se nós dois pudéssemos ser apenas um.
Quero não sentir medo, mesmo quando alguém tenha a enorme possibilidade de ganhar o teu coração mas que não me falte a segurança que eu estou dentro dele.
Quero que nós não desistamos de tentar, enquanto a nossa vontade seja de estarmos juntos.
Quero me moldar, quero deixar de lado essas minhas desculpas e no dia seguinte estar cometendo os mesmos erros.
Mas o que eu quero mesmo, é que não importe o tempo, o local, o modo, desde que estejamos bem!

Enormes beijos.

Juliana Almeida

22 abril 2009


Eu vejo as minhas mãos pedirem o seu corpo loucamente, sem que eu consiga controlar.
Sua respiração ofegante ainda está em meu ouvido, as suas mãos que ao mesmo tempo parecem ser suaves, tem uma força de me arrancar suspiros que me estremecem.
Toda vez que eu falo um “não”, é com uma vontade de dizer um “sim” com a maior intensidade que houver.
O seu corpo, pesado ou leve não sei, parecemos ser um só, entre os embalos das nossas carícias.
Mal conheces o meu corpo, mas é nele que eu quero que deposite toda essa paixão, toda essa saudade que sentimos em tão pouco tempo.
É com você que eu quero me deitar, encostar minha cabeça sobre o teu peito, sentir o teu coração disparar, ver os teus lábios sendo mordidos por você, ou por mim. Vendo seus olhos vendados, sorrisos de lado, olhares sérios e desejos, as marcas em nossos corpos de um dia que eu quero que aconteça.
É com você que eu quero me sentir mais mulher, mais desejada.
Quero que tudo isso seja insaciável, como está sendo agora, mesmo você conhecendo tão pouco do meu corpo, mas sabendo perfeitamente o que ele pede!

21 abril 2009


Quando encontrou o seu rapaz, o seu coração resolveu muito acelerar, já tinha esquecido o quanto isso era gostoso. As pernas nem tiveram tempo de ficarem bambas, porque antes que ficassem, ela foi acolhida com um abraço apertado, onde poderia acontecer qualquer coisa no mundo, mas a única coisa que importaria era os seus braços entrelaçados aos dele, o cheiro e o beijo.
A vergonha não poderia faltar, mas a intimidade rolou tão absurdamente bem, que eles já se sentiam a vontade para falar qualquer tipo de assunto.
A química foi perfeita, para ela pelo menos.
Tudo estava na mais perfeita sintonia.
Ainda achava estranho , se apaixonar por alguém que nunca tinha realmente visto, nunca tinha sentido o seu beijo, e ele já fazer tanta parte dela assim.
Dava para sentir a paixão deles, antes mesmo que tudo isso viesse a acontecer.
Agora que tudo aconteceu, tudo está tão bem.
Ela não sabe o que fazer com essa felicidade.
Talvez esse, seja um início de muitos dias que virão, de muitos sentimentos a serem sentidos.
A forma que eles se interessaram, ninguém acreditaria que pudesse dá certo, ou que alguém pudesse realmente gostar do outro.
Mas não tinha como não se apaixonar, ele veio em um tempo certo, na melhor forma para o seu encaixe.
E hoje ela sabe, que não adianta fugir de sentimentos, afinal eles sempre nos pegam de surpresa.

06 abril 2009


Os dias têm passado rápido demais e eu vejo o tempo fazer o seu percurso.
Boas conversas tem me acompanhado, bons pensamentos também.
Aquela companhia de fato ainda me falta.
As nossas obrigações não estão colaborando muito.
Alguém não me sai da cabeça, dia e noite está lá, fazendo o trabalho de me arrancar um sorriso.
Eu me vejo boba, pensando, imaginando o seu toque, o seu abraço, os nossos chamegos na rede.
Mas o medo ainda circula, tento colocar freios ao mesmo tempo em que tento destruir minhas barreiras.
Encontrei alguém, não sei bem onde ele me ganhou, mas tem o pleno poder de me prender até quando não podemos.
São horas e mais horas de conversa que parecem passar rapidamente, e quando alguém tem que ir embora, logo vem a saudade. Eu tenho mandado mensagens todas às noites, eu tenho escutado uma bela voz, eu tenho me derretido toda vez que ele canta e pede carinho.
O vejo de um jeito distante, mas ainda sim o vejo.
Ver aquele sorriso sair quando eu invento de falar as minhas, as nossas besteiras está me fazendo bem.
Eu tenho me sentido melhor, eu tenho achado graça em tolices, eu estou tendo mais paciência com as pessoas e com os meus problemas.
Eu quero muito que dessa vez, dê certo.
Já andei falando da sua meiguice, do seu timbre, do seu encanto, das suas metáforas, das suas palavras.
Talvez eu esteja fantasiando demais, encantando demais qualquer coisa que nós temos ou que nem temos.
Mas nesse exato momento quero dizer o bem que ele me faz, os suspiros que ele me arranca, a fome de viver um novo sentimento que ele trouxe á tona.
Não sei bem o que eu sinto agora, mas sei que tem algo não específico, que só depende de nós dois fazer crescer. Meu medo é que tudo isso passe e que realmente essas coisas tenham sido uma peça maluca que o destino nos pregou, sei lá pra quê.
Dessa vez vai ser diferente, eu quero que seja!
Porque não tenho mais desculpas, não tenho mais motivos para fazer isso, nem quero adiar o nosso encontro.
Chega de dizer,"Hoje não posso, amanhã não dá..”!
Quero que tudo isso passe de poesia e se torne a minha realidade, a nossa realidade.
Que isso não seja apenas pequenos momentos que aumentamos sem querer, e mesmo que não seja, eu sei que só por ter te conhecido e você ter despertado tudo isso, já valeu a pena!

01 abril 2009


Cabelos escuros e levemente ondulados nas pontas. Mexia sua cabeça de um lado para o outro, ao mesmo tempo em que cantava e dançava chamando atenção. Ela olhava fixamente com seus olhos ao nada, e às vezes cruzava em olhares que outros a estavam dando. E movia os lábios de acordo com a música.
Percebiam a moça, via como ela se soltava. A dança no mínimo para ela seria um ritual de purificação. E ela não ligava para o que pensavam ao ver, ela subir e descer, ir para um lado e para outro. Remexer os quadris e quase parecer uma louca. Afinal, sentia uma química nas descidas até o chão, nos seus pés que se mexiam de acordo com o samba e nos entre laços nos passos do forró.
Não era o álcool que tinha feito resultado. Era a alegria guardada, os momentos que ela queria ter vivido e não viveu. O tudo que ela viveu e não queria ter vivido. Tudo o que ela queria estava sendo representado, alí na dança, na mesma dança desenfreada. Amanheceu, e saiu do local só quando os seus pés não resistiram a mais alguns movimentos. A noite foi dela, e ninguém conseguiu estragar.

26 março 2009


Eu pedi tanto para acabar esses sentimentos, essas saudades que me acompanhavam em todo o lugar que eu fosse, em cada espaço da minha casa, em qualquer lugar que você já havia freqüentado comigo que chegava a doer. Eu pedi aos céus, aos amigos, aos terapeutas, aos familiares que todos me ajudassem, que ninguém tocasse no seu nome, que eu não conseguisse me encontrar com você ocasionalmente, que ninguém me convidasse para lugares onde soubessem que você ou ela estariam, que eu não tivesse mais vontade de te procurar em ligações, em cartas, que eu parasse de escrever tanto por um amor que não havia mais reciprocidade. Eu fui até onde eu pude e até onde não dava também, eu ultrapassei do meu amor próprio por um amor que tinha sido dedicado a você e mais ninguém. Eu pedia e torcia para que tudo isso passasse logo. Eu não estava satisfeita com os caminhos que a minha vida tinha tomado. Era como se todas as bombas da minha vida tivessem explodido a partir do momento que você me disse, que não me queria mais. Eu me sentia uma das pessoas mais infelizes do mundo, eu contava todas as minhas frustrações para terceiros e queria que eles olhassem com pena, porque era assim que eu queria me sentir, entendida. Eu estava em um estado lamentável e me sentia melhor quando eu ouvia alguém me dizer que você não me merecia, que eu sempre fui muito boa para você. E que você não prestava para mim e que você vivia julgando os meus erros, e não conseguia enxergar os que você estava cometendo comigo. (mesmo sabendo de tudo isso, queria apenas ouvir variadas vezes, talvez assim ficasse gravado em meu cérebro e eu entendesse que eu realmente era tudo aquilo que me diziam.) Depois de longos meses, passando por isso diariamente, sem nenhuma pausa, sinto o meu corpo repousar, sem dor, sem saudade, sem vícios e sem vontade alguma de te procurar.
Não que isso seja ruim, mas é como se eu estivesse mais vazia do que antes.
O amor foi embora depois de tanto penar, da maneira mais cruel de um coração se curar, com cicatrizes que eu sinto que não vão sumir.
Não sinto falta das dores, mas sim do coração pulsar e eu sentir como se não coubesse mais em meu peito.
Não sei mais o que fazer, não sei a quem procurar, as decisões a serem tomadas sempre gera um conflito maior na minha cabeça. A solidão que fazia morada em mim deve estar escondida em algum lugar que eu ainda não sei a onde, mas que aparece assim, me pegando no susto, me fazendo dar chance a alguém que não tem chance alguma comigo, ela vem assim vez ou outra, quando a carência resolve me visitar, e não adianta fechar as portas, as janelas elas sempre arrumam um jeito de entrar.
Eu que vivi de sentimentos desde que eu me entendo por gente, sempre tive namoradinhos que me mandavam cartas e ursinhos de pelúcia, e ainda nem sabíamos escrever direito, com tantos e tantos erros de português, só saia certo o “Te amo” e eu nem sabia o que era amar, (porque isso eu só aprendi com você) mas eles me traziam aquele frio na barriga e hoje não sinto nada. Não importa a quantidade de caras que eu me envolva ou que eu tente me apaixonar, ou eu insista para que isso aconteça. Tornei-me uma pessoa fria, que duvida a todo momento do amor que os outros dizem sentir por mim. Generalizei todos os homens e não gosto disso, para ser sincera sempre critiquei quem fazia isso e hoje me igualo a todas elas e queria deixar de sentir.

23 março 2009


Quatro amigas, depois de alguns conflitos e ocasionalmente discutem sobre os problemas que tinham em sua vida, discutindo uma relação problemática onde existiam, pais, irmãos, família, namorados, ficantes, rolos, solidão, problema de grana e afins.
Cada uma desentalando o que estavam sufocando, algumas lágrimas dando mais emoção ao abafos dos desabafos. Estavam perdendo aula e para quatro vestibulandas isso é bastante sério, mas o que estava em jogo ali era mais que isso.
Nunca me senti tão bem e mal ao mesmo tempo, muitas vezes no meio daquele diálogo vi os meus erros sendo cometidos por elas, a impotência como sempre apareceu, é horrível quando vemos problemas nos quais não podemos solucionar imediatamente, e sim só o tempo ou só nós mesmos.Cada um tem o seu jeito de lidar com cada problema, mas naquele dia, naquela hora, eu vi transbordando amor, mais do que problemas. Vi o quanto nos preocupávamos com a outra, vi desculpas sinceras, vi conflitos sendo solucionados, vi peito aberto sem arma, sem medo.
E isso fez ganhar a minha noite, não por ter visto minhas amigas sofrerem, enquanto eu também falava dos meus problemas, mas por saber que estamos unidas mais do que nunca e que se depender da gente essas conversas se tornarão mais freqüentes, para que isso tudo acabe o mais rápido possível, para dividirmos o peso em quatro e sairmos todas dessa, como sempre saímos. Eu que decidi abrir a minha boca, falar o que tinha me tirado do sério na semana que tinha passado, da “decepção” que eu tinha tomado com algumas atitudes delas, que para mim faltaram em um momento que eu precisei bastante. Agora me deu só uma vontade de agradecer, só por elas existirem.
Sei que elas vivem vendo esse blog, então queridas, esse é só para a gente! :*

18 março 2009


Ontem, estava em meu quarto com um cigarro aceso, presenciei até chegar ao fim.
Traguei com a maior força que os meus pulmões conseguissem puxar.
Queria ver até onde as cinzas alcançariam, não iriam passar do chão, de fato.
Eu esperava que elas chegassem até o inferno, só por elas me lembrarem você.
Lembrei-me de uma cerveja que possuía na geladeira, deveria estar estupidamente gelada, pois faziam alguns dias que se encontrava por lá. Ainda sim, queria uma bebida mais forte, que amargasse, era assim que eu estava me sentindo, amarga.
Liguei o rádio, mesmo com um mp3 por perto, queria escutar alguma música que eu não esperasse. Foi cômico, quando eu escutei Rita Lee cantando, bem logo uma das nossas músicas. (Meu bem você me dá, água na boca....) resolvi abrir a janela, o cheiro do cigarro não poderia ficar impregnado em mim, como você ficava em meus pensamentos. Logo, veio àquelas lembranças que me perseguiam em qualquer canto que eu passasse, em qualquer relacionamento que eu me envolvesse. Lembrei-me imediatamente o modo como a gente namorava no escritório, colocando essas músicas para que todos pensassem que nós estivéssemos fazendo algo no computador, onde na verdade, nos amávamos.
Eu contemplava as estrelas que estavam tão distantes de mim, e comecei a contar todas elas, mesmo sabendo que seria impossível chegar a um número exato, ou não me perder na contagem, se pudesse pega-las, as roubaria e colocaria em um pote, caixa, ou qualquer outro objeto que pudesse ser envolvido com um dos cadeados mais seguros que pudessem existir. Porque foi ontem, que eu me deparei com uma lembrança boa, de duas pessoas em uma rede observando atentamente as constelações. Você me dizia baixo, quase sussurrando, que enquanto eu conseguisse olhar as estrelas e me lembrasse de você, de nós dois.Haveria amor nos nossos corações.E ontem eu olhei demoradamente, eu contei, fiz tudo o que pude. Elas nunca foram tão dos meus olhos, quanto às de ontem, e você não estava, o amor não permanecia mais entre nós dois.
E as estrelas ainda estavam lá, esperando novamente aparecer para mais outros casais, trazendo lembranças para outras pessoas assim como tinham trazido para mim. Talvez você esteja olhando a mesma que eu nesse momento, e nem chegue a se lembrar de mim..
E eu não posso fazer nada com as “nossas” estrelas, porque eu sei que pode demorar o tempo que for, mas um dia chega a hora delas morrerem.
Assim como o seu amor por mim morreu.

16 março 2009


Ela tinha saído de casa com a intenção de só beber e dançar queria curtir suas amigas, queria brindar a vida!
Dançando no meio do salão, deixando a música entrar em seus ouvidos e se remexer até que os seus quadris e pés não agüentassem mais. Afinal, ela estava ali para extravasar, e o melhor, não conhecia quase ninguém, mais um motivo para deixar rolar o que a noite oferecia sem se preocupar com alguma coisa.
Open bar? Ótimo! Cervejas e mais cervejas!
Um rapaz a olhava desde o inicio da festa e ela nem ligava, continuava rebolando, esperando o som entrar cada vez mais nas suas veias.
Ele tentou puxar qualquer tipo de diálogo, e ela nem deu a chance dele falar qualquer coisa, simplesmente o ignorou. Ela estava cansada de beijar, e nem se lembrar do nome do rapaz que ela ficava nessas noites de peguetes.
Alí no meio de tantas luzes coloridas, ele não conseguia olhar para outro canto, sem ser o corpo da garota e olhava demoradamente nos olhos, quando ela percebia que ele não parava, chegava a ficar sem graça. Mas ela pensava assim; “Desde o inicio estou me remexendo feito louca, ele deve estar achando que eu sou fácil, por isso não desiste de conseguir conversar comigo. Deveria ter o mesmo pensamento do primeiro carinha que eu tinha ficado antes de percebido o adorável rapaz."
O primeiro garoto era bem idiota por sinal, após uma dança e alguns beijos, já queria levar a moça para um lugar mais reservado, para vê se saia algo a mais do que beijos. Ela ignorou, disse que ia voltar para o salão, que ela estava melhor lá, do que com a companhia de um cara tosco feito aquele. Que apesar de ser até bonitinho, mas não passava de mais um imbecil no meio de tantos homens.
Quando ela decidiu voltar ao salão, já que tinha acabado de dar um ponta pé, naquele imbecil. Tinha muita gente, muito barulho e tudo isso passou a incomodar, já tinha ingerido algumas latas de cerveja o que tornava o ambiente mais “confuso” ainda, o rapaz que a olhava desde o inicio da festa, foi atrás dela. Ele nem tinha a visto beijar outro, mas talvez ali fosse a oportunidade dele tentar conversar mais uma vez. Foi quando ela viu nos olhos dele esverdeados, que chamava tanta atenção no claro.
Ele foi diferente, não tentou logo beijar, passaram quase uma hora conversando que nem viram o tempo passar, falaram de passado, projetos, problemas e muitos assuntos que vieram no decorrer daquela noite. Sem nenhum esforço, sem nenhum pedido, sem nenhuma cantada, saiu um beijo.
Um beijo inesperado, ou esperado desde que os dois perceberam o quanto combinavam. Não se desgrudaram desde aquele momento, simplesmente não conseguiam. O cuidado que ele estava tendo com ela, a encantou. A química tinha rolado de uma forma que ela não sentia fazia algum tempo, um encaixe quase perfeito. Talvez tivesse sido só a carência que tinha dado sinal de vida alí, que estava mostrando o quanto era para deixar de ser teimosa e dar a chance a alguém e a ela mesmo, de embarcar em uma nova paixão. Naquela noite, tudo estava tão intenso que chegaram a cogitar sobre namoro, ela estranhou o assunto, ela só tinha aceitado uma vez namorar, sem conhecer direito. Tinha sido o seu primeiro namorado aos 14 anos e até hoje conseguia ser um dos relacionamentos mais lindos que ela já teve. Mas ela não era mais aquela menina, a maturidade dela pesava e ela não entendia o porquê daquele assunto tão depressa. Quando ele perguntou se tinha probabilidade dos dois namorarem ali, ela tomou um susto e imediatamente riu, ele deveria estar testando o grau de galã que ele tinha, ou deveria estar tirando onda com a cara dela. Então ela simplesmente ria, dizendo que ele era engraçado, como uma forma de espantar aquele assunto que tinha a pego de surpresa.
Mas ainda sim, trocaram telefone, e todas essas tecnologias que facilitam o contato das pessoas. Mesmo ela achando tudo bom demais, vivia dizendo que era pala tudo o que ele falava sobre o encantamento, sobre a beleza que ela possuía, sobre o jeito dela dançar, o modo como ela sorria, e como o seu biquinho dançando era sexy. Ela então começou a ter medo, ele estava sendo um cara incrível, e tinha feito o beijo dela valer a pena, como há muito tempo não estava sendo. E antes que ela acordasse no dia seguinte, tinha uma mensagem dele no seu celular, falando o quanto ela tinha encantado o rapaz e que ele queria vê-la o mais breve possível, diminuindo a possibilidade que tudo aquilo que ele estava falando fosse mentira. Aquele par de olhos verdes que não saíram da sua mente, desde que ele disse, que nunca tinha se dado tão bem com uma pessoa que ele conheceu na hora, como a compatibilidade estava sendo a favor dos dois. Moravam perto, estavam em uma fase complicada de estudos, ela estudando para o vestibular, e ele terminando a faculdade, os relacionamentos duradouros anteriores que tinha acontecido quase à mesma coisa, o aniversário no mesmo mês, os olhos iguais, o gosto musical parecido, os lugares que freqüentavam agradavam o outro, e se perguntaram, por que eles teriam demorado tanto para se conhecer? Ela está tão encantada que voltou aquele medo insuportável de não saber lidar com os novos sentimentos verdadeiros que ela pudesse sentir, pois esse rapaz tem uma grande possibilidade de ganhar o seu coração, e estragar tudo o que ela tinha planejado durante meses, de não se apaixonar, nem se envolver de verdade, nem tão cedo.

10 março 2009


"É a certeza da eterna presença
da vida que foi, na vida que vai
é saudade da boa, feliz cantar

Que foi, foi, foi,
foi bom e pra sempre será
Mais, mais, mais
Maravilhosamente a.....mar"

Lembro-me como se fosse ontem, eu revirando as caixas.
Desesperada, não sabia o que faria ao ler novamente as cartas, que estavam tão intactas, exatamente como ele me deu.
Respirei, abri com uma raiva, que seria capaz queimar todas as cartas e todos os objetos que estavam dentro daquela caixa, só com o rancor que eu tinha no meu olhar.
Tinham poucas cartas, sete no máximo. Mas tinham bilhetes, daqueles que nós trocávamos na sala de aula, assim que nos conhecemos. O colar que você comprou em uma viagem, com uma pedra verde e dizia que tinha se lembrado de mim, por lembrarem os meus olhos.Me lembro da surpresa que você me deu, quando no cinema, no escuro você tirava aquele embrulho da bolsa, pequeno, singelo e uma vergonha nos teus olhos de dizer o motivo de ter lembrado. Bateu-me uma saudade, uma saudade pura de tudo o que nós vivemos. De como tudo tinha sido lindo, aos meus olhos. De como tudo tinha sido bom, por mais que brigássemos. Éramos felizes, fato!
Não teria como aquelas palavras serem mentiras, você dizia que eu tinha te ensinado tantas coisas, das suas passagens pelo vácuo, da paixão que você não imaginava sentir, das intermináveis horas que passávamos no telefone, nem que fosse só para dizer que estávamos com saudades e o "te amo".Então, não achava certo, eu não poderia acreditar no que os meus olhos viam, no que os meus ouvidos escutavam. No que as nossas atitudes estavam fazendo com todas as nossas lembranças. Minha mágoa era tanta, que resolvi rasgar as nossas fotos, mesmo sabendo que eu tinha uma pasta no computador com mais de 100 fotos nossas, algumas suas que eu tirava e você nem desconfiava. Como eu achava lindo aquele sorriso espontâneo, aquele jeito de menino ao falar besteiras que muitas vezes até me irritava. Mas ainda guardavam todas elas. Sabia que um dia eu queria rever. Por mais que a minha raiva fosse enorme, tentei me conter. Pensei, repensei e rasguei, sem dó nem piedade. Logo em seguida resolvi juntar todos os pedacinhos sem faltar nenhum. Mesmo sem ter coragem de juntar todos eles. Apenas guardei, ainda está lá. Em pedaços, mas não colados. Depois de uma semana vi o quanto eu tinha sido tola de ter a capacidade de rasgar as fotos e nem ter a coragem de jogar fora ou queimar alguma delas. Assumo! Foi falta de coragem. Como você tinha feito. Eu tive raiva, desejei a sua infelicidade. Dizia que não era justo comigo, te amar tanto e você conseguir ignorar todos os meus pedidos de voltar. Como ele poderia ter me esquecido daquele jeito tão rápido?Como ele conseguiu se envolver com alguém tão depressa? Logo ele, que não conseguia esquecer alguém fácil, que não conseguia desistir definitivamente de alguém, enquanto existisse amor.
Me lembro do seu amor anterior a mim, o quanto tinha sofrimento em seu olhar. E o quanto eu tinha vontade de arrancar a tua dor, a tua saudade que não era eu. Afinal, eu sempre estava lá, eu sempre estive. Será que ainda lembras, disso? Desde o momento que eu te vi, eu sabia que você seria alguém muito importante em minha vida, e não estava enganada. Hoje me lembrei quando você me disse que eu tinha sido a única garota que você planejava futuro, filhos, família e etc. A leveza que eu senti não teria como explicar em palavras. Mas nós tínhamos que estragar tudo, com infantilidade e brigas. Hoje nem mantemos contato, hoje preferimos não nos esbarrar na rua. Medo, ódio, desprezo ou outros motivos de não querer nem olhar um para a cara do outro. A minha vontade agora é de dizer;"Obrigada querido, você exerceu muito bem o cargo de melhor amigo, namorado, companheiro, de primeiro amor. (mesmo com os defeitos) o seu tempo comigo já foi bem cumprido, agora eu entendo que é a sua hora de encantar outro coração."

Só há carinho agora, só há saudade de um tempo que não tem como apagar, e que as lembranças ruins fiquem em um lugar que eu visite pouco. Porque de você, só quero lembrar coisas boas, do amadurecimento que você me trouxe, desde o dia que você resolveu ir embora. Mas agora eu tenho a preferência de me manter longe, eu não posso estragar mais as nossas lembranças. Não dessa vez! :*



"Vem sentir a minha pele em brasa
e o gosto forte da minha boca
faz tudo como se fosse a última vez
faz porque hoje eu vou embora.."

Queria me entender, quando eu resolvo dar um ponto final na história com qualquer homem que me leve á sério.
Enquanto ele demonstrar que gostou de mim, que eu sou simpática e até bonitinha. ÓTIMO.(Nada mais.)
Mas quando eles inventam querer ter um relacionamento sólido, de ter um compromisso, de querer namorar, apresentar a família, de me deixar em casa, de me buscar em casa, de andar de mãos dadas e ser um casal de pombinhos apaixonados. Eu acabo saindo correndo. PÂNICO!Não dá!
Não consigo mais me envolver com alguém, e achar ele merecedor de qualquer sentimento meu.(Não importa, pode ser conhecido ou desconhecido.)
Talvez eu ainda tenha aquela mente que homens não prestam e que eu consigo muito bem sobreviver sem eles. Vez ou outra tem aquelas mensagens, aquelas ligações de ficadinhas sem nenhum compromisso. (pelo menos para mim) Dizendo que querem me ver, que vão me buscar no colégio, que querem um cinema, um passeio na praça, uma ida a praia! E por mais que eu tenha vontade, eu arranjo desculpas. "Hoje eu não posso. Amanhã não dá..." E todas aquelas respostas que adiam um reencontro. Cansei de dispensar os caras legais que eu sempre fico.Acabo magoando pessoas, com a minha vontade de não ter um relacionamento, nem que seja básico. Porque para eu sair de uma ficadinha e tornar isso rotina, no mínimo eu teria que sentir atração e achar ele interessantíssimo. Mas desde que o meu último relacionamento fracassou, tenho medo de me machucar.
A questão poderia nem ser medo, mas sim a preferência de não arriscar.
Ser intensa demais, ás vezes machuca e MUITO.
E acho que por ser intensa demais, de não querer visar as consequências que eu acabei assim.Pensando até no que deveria não pensar.
Então eu fico quieta, sei que tem algo bom esperando por mim.
Sei que tem alguém que me aguarda.
E por mais que a solidão bata na minha porta, quase todos os dias, sinceramente? não tenho pressa!

03 março 2009

Quando ela resolveu ir ao parque, não imaginava que o encontraria por lá.
Ele permanecia sozinho, pensativo, com uma lata de cerveja na mão e aquele maldito cigarro, que ela passou tanto odiar. (...)
Ela continua odiando o cigarro, mas tinha adquirido o vício, sabe-se lá por quê. Não gostava do fato de saber que estava fudendo os seus pulmões, ela se importava com isso. Mas isso parecia ser menos importante quando o seu bem-estar vinha ao ver o cigarro chegar ao fim. Talvez ela sentisse alívio ao achar que a graça estava justamente em fuder a sua vida, em saber que aquilo deixaria a sua vida de falsa felicidade acabar mais rápido.
Voltando ao assunto que não seria o vício a ser tratado nessa história.
(...) Ao encontrar com ele, apressou os passos com a imensa vontade de perguntar como a sua vida tinha andando, se ele tinha terminado os cursos que ele estava fazendo na época que estavam juntos, e antes que ela chegasse a perguntar tudo isso, não conseguiu enxergar nada além do seu sorriso e a sua cara de espanto ao treinar tantas vezes aquele dia que eles se reencontrariam e simplesmente nada ia parecer ter sentido. Ele não sabia o que dizer. Naquela hora, naquele dia o seu dia tinha sido péssimo, ela estava irritada, estava nos seus piores dias. Com os cabelos sujos, unhas sem estarem feitas, molhada da chuva e com a sua maquiagem toda borrada. Ela andava usando o delineador preto, que ele tanto elogiava dizendo o quanto ficava bem nos seus olhos esverdeados. E toda vez que ela passava parecia o ouvir dizendo aquilo. Usava só para agradar ele, mesmo se ele não a visse. O diálogo tinha sido um dos mais curtos do dia, cheio de monossílabos, mas ainda sim ela tinha ganhado o dia por sentir o seu perfume e ainda ganhar aquele sorriso tão de perto. A vontade dela agora é de ligar, dizer que foi uma tola, que deveria ter se jogado com ele naquela vida louca que ele levava, e que ela achava tão interessante, mas tinha os seus limites, os seus medos e por mais que não gostasse de rotina, era a maneira mais segura que ela via de enxergar a vida. Ela queria gritar e dizer que desde que ele se foi ela não era mais feliz, que se ele ainda a quisesse ela ainda faria aquele “tudo” que ela prometia que faria por ele. Ela ligou, ele atendeu. Ela continuou sem falar nada do que ela planejava, não conseguia. Mas ele resolveu falar antes que ela falasse qualquer coisa, afinal, ela sempre conseguia estragar o momento com a impulsividade.
-Que saudades eu estava de você, vamos combinar de tomar um café qualquer dia?
-Ainda bem que me convidastes, passei horas tentando ter coragem de te dar esse telefonema que eu deveria ter dado á meses.
-Concordo!Muitas vezes pensei em te ligar. Mas eu imaginei que você não quisesse falar comigo.
-Me desculpa pelo dia que eu tive raiva de você só porque não me amava mais?
-Esse dia nunca existiu minha linda....
O seu corpo ficou agitado a certeza que eles voltariam, causava as sensações mais loucas que ela já teria sentido. Ela ainda o amava, por mais que disfarçasse, por mais que errasse.
E logo ela entendeu o motivo de ter errado tanto, ela só queria amenizar as coisas que angustiavam o seu coração, mas ninguém entenderia.Hoje ela prefere ficar calada, muda, sem dar um "piu", assiste de camarote a peça que já chegou ao fim.

26 fevereiro 2009

Eu vou por aí andando sem "destino", eu vou beijando um, dois, três, quatro e quantos eu quiser.. Estou solteira e não tem coisa mais chata do que ser solteira e não poder exercer o que a solteirice nos oferece!
Eu posso beber sem ficar preocupada se eu estou sendo a "vulgarzinha" em frente aos seus amigos, eu posso colocar aquela saia que você odeia, ou o decote que mostrem os meus peitos falsos, eu posso dançar, pular, gritar do jeito que me der. Eu posso paquerar, sair falando alto e se duvidar até dando cantadinhas baratas, só para ver aquele sorrisinho do desconhecido, espantado com a minha cara de pau.
Eu posso chamar atenção do jeito que eu me visto, do jeito que eu me arrumo. Eu posso colocar aquela maquiagem super pesada pela manhã que eu não ligo se alguém vai me olhar.
Mas o que me irrita profundamente é ter que ouvir, “Juliana você é louca, não sei como você consegue fazer essas coisas...”
E eu com uma fala curta e breve, respondo; ” estou vivendo!!”
Por meses fui presa a não ser eu, a sempre ter que me acostumar com as criticas e por mais que elas me irritassem, procurava entender “ahh se fosse comigo, eu não gostaria.” Foda-seeeeeeee! Eu não tenho mais ninguém para ficar me medindo, além dos meus pais!
Porque eu sou bobinha sabe gente?quando eu me apaixono eu consigo ser mais burra que o normal e sou um capacho no relacionamento, ás vezes eu me revolto, bato o pé, mas na maioria das vezes acabo sempre fazendo com que a relação permaneça estável. E quando eu vejo, eu já não sou mais eu. Eu sou o molde para o que queriam que eu fosse!
Mas agora eu saio por aí beijando pessoas que eu nem sei o nome, e não tenho vergonha de assumir isso! Eu posso até encontrar alguém na rua que eu já tenha ficado e nem reconhecer, e eu falo, “e daí?” eu sou é feita de momentos, eu gosto é do estrago! Pelo menos aquela pessoa mal me conhece, não sabe nada da minha vida e não tem direito algum de opinar sobre ela!
Eu me sinto bem assim, tem gente que não se sente! Paciência!!!!!
Mas enquanto eu não me apaixono por ninguém ou enquanto não acaba essa minha preguiça de relacionamentos (conhecer,paquerar,ficar, namorar, nhenhe,gutiguti, brigas, reconciliações, brigas,reconciliações,conviver com qualidade e defeito e ainda levar um pé na bunda no final) eu vou é viver na minha loucura e não me importo se vão fazer cara de espanto! São nessas horas que eu sinto o meu sangue pulsar, são nessas horas em momentaneidades que eu me sinto feliz! E a única coisa que eu não gosto é que são apenas momentos. Porque se dependesse de mim, minha vida seria assim e juro que não carregaria uma culpinha sequer.
"Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias.
Chorar deixou de ser uma necessidade e virou apenas uma iminência. Sofrer deixou de ser algo maior do que eu e passou a ser um pontinho ali, no mesmo lugar, incomodando a cada segundo, me lembrando o tempo todo que aquele pontinho é um resto, um quase não pontinho. Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranqüila em nada, feliz em nada."


Tati Bernardi

Engraçado quando alguém escreve o que a gente sente, parece que as letras sairam das nossas mãos...

08 fevereiro 2009



"Eu fiquei num coma eminente, pois a dor que se instalava dentro de mim era maior do que a força – que eu queira ter – para reagir, para me levantar daquela cama e te mandar pro inferno, a atitude mais próxima dessa foi querer ir ao banheiro e ficar lá sozinha, sentindo a água escorrer nos meus ombros. Mas você se encontrava na porta a me olhar, talvez sentisse tesão ao ver o sabonete se deslizar pela minha pele.E por isso eu não vou te pedir desculpas. Porque mesmo que alguns inconscientes, os meus atos, todos eles foram com o único objetivo de te trazer pra mim. E se nesse percurso houve arames farpados que resultaram em arranhões não há nada que eu possa fazer para impedir o sangue. Pedir-te desculpa a essa altura anularia todo meu propósito. Que era justamente o de ficar com você e isso incluía as partes ruins também.E por isso eu não vou te pedir desculpas. Porque mesmo que alguns inconscientes, os meus atos, todos eles foram com o único objetivo de te trazer pra mim.E isso foi o pior de tudo e só por isso eu te odeio. Odeio-te porque aquele covarde não era você.Aquele que estava encarando aquele dia como um dia qualquer. Não você que eu achava que conhecia, não você que me falava aquelas coisas ao pé do ouvido enquanto existia amor na nossa relação. Mas eu imagino que não dava mais para você. Porque ela estava voltando e você tinha que resolver tudo antes dela chegar. Antes de ela bater na sua porta, antes dela te beijar nos lábios e dizer que morreu de saudades. Antes de você perceber que tudo ficou intacto desde que ela se foi.
Hoje eu li todos os seus posts, eu queria exorcizar minhas psicoses, eu queria saber quando foi que eu deixei você entrar novamente. E se você entrou na minha vida foi porque havia uma porta aberta e eu a deixei que entrasse. Mas eu sou assim mesmo, e descobri o que antecede o meu vício em desprezo. Eu sou aberta demais. Eu quero todos os abraços, todos os beijos, tudo aquilo que me faça sentir acolhida no colo de alguém. E eu sei que deveria saber medir as coisas, mas eu não consigo. Eu não consigo separar essas coisas e guardá-las em tapplewares no freezer. Eu não gosto de comida requentada e nem sei fazer em pequenas quantidades para uma pessoa só. Estou sempre achando que a fome é maior. E me fodo. Nos final das contas eu sempre me fodo.
E cada linha que eu lia eu me sentia cada vez mais como uma intrusa no meio da sua história. Quando foi que eu me enfiei nisso tudo? Quando foi que eu perdi a consciência da intromissão e me deixei acreditar que sempre estivera lá? Eu não sei. O que eu sei é da raiva absurda que eu estou sentindo. Eu queria te dizer “Eu espero que você se foda! Eu espero que você caia nesse abismo que eu caí e que você estrepe toda a cara”. Eu queria te dizer isso porque eu me senti a merda de um estepe, a segunda opção, uma porcaria de um caça-níquel. E eu deixei pra dizer isso só no final porque eu sabia que conforme eu escreveria dentro de mim se organizaria os sentimentos, cada dor em seu devido lugar. Porque esse é meu jeito de lidar comigo mesma. Esse é meu jeito de escarafunchar tudo dentro de mim.
Eu descobri que eu queria sim que você se ferrasse, mas eu também descobri que esse desejo era de um ego estropiado. Era o meu orgulho sussurrando a te rogar pragas. Eu não quero te odiar por aquilo que eu esperava que você fizesse, por aquilo que eu queria ouvir e que não me foi dito, afinal não era para esperar mais nada além de algumas horas, não é mesmo?”

G.M.E

E esse é um dos motivos de agora existir tanto desprezo!
Parabéns meu caro, você acabou de fazer uma troca incrível, um amor por um total desprezo pela sua pessoa. (Y)

23 janeiro 2009

Eu queria te escrever uma última carta, não queria que fosse mais uma carta de amor. Porque não faz mais sentido algum ainda me declarar a você. Engraçado eu ainda escrever essa carta, sabendo que você não vai ler, nem eu vou te mostrar. Todas as tentativas de eu te escrever algo e perceber pelo menos interesse em você, nunca existiram.. Mas faz tempo que eu não sou tão interessante para você, não é mesmo? Responde sem culpa já que agora eu consigo manter os meus pés no chão.
Acho que você nunca conseguiu enxergar todo o amor que eu te dei, ou pelo menos a vontade que eu tinha de te oferecer, o jeito escandaloso de te amar, causava inveja a todos os mortais que não conheciam o amor. Lembro-me das confissões que os conhecidos nos diziam, e o quanto eu recebia cantadas até com o amor que eu tinha por você. Queriam ocupar o seu lugar. Mas nunca o habitaram, nunca se quer, habitaram em mim de verdade. Talvez eu nunca tenha deixado, nunca tenha dado espaço para que isso ocorresse. Mas o meu amor era tão teu, ainda consegue ser tão grandioso que eu me vejo suja querendo oferecer a outra pessoa. Desde que eu quis me envolver com você, isso antes de nós formamos um casal,eu não consegui te arrancar de mim para sempre, nem com todas as orações, nem com todos os esforços e eu sei que eu tentei, e quis tanto que isso ocorresse e ainda quero, melhor dizendo EU PRECISO. Espero que tudo isso seja uma despedida, mas o que eu acho uma pena, sei que esse não vai ser o último suspiro, o último sonho, a última vontade de estar com alguém que não seja você. Você faz moradia em mim, na minha alma. E isso que não era para ser um texto de amor, consegue ser uma das coisas mais sinceras e calorosas que eu já te escrevi, talvez por eu realmente esperar que essa seja uma despedida realmente despedida, das várias que eu já te fiz,das várias que eu já fiz pra mim. Mas e agora eu te peço com aquelas mesmas forças quando eu te pedi para ficar no dia que você resolveu ir embora, ”Por favor, vai embora, vai para nunca mais voltar. ”
E isto tudo se resume em; ”Eu não quero mais sentir saudade, eu não quero mais me sentir tão sua.”

Os últimos beijos, os últimos abraços com esse amor desmedido que você nem deve saber que ainda faz teto ao meu coração.

Juliana
-Por que você tem medo de se apaixonar?
-Eu?De onde foi que você tirou isso?
-É você... De tudo, do jeito como você foge de mim, do jeito como você me evita quando eu falo que eu quero te ver, quando eu te ligo todas as noites e você sempre arruma um jeito de desligar o telefone logo, de como você duvida quando eu falo que você é uma mulher sensacional.Me diz o motivo, deixa eu te entender.
-Não me leva a mal, mas por que essa pergunta agora hein?
-Porque eu não agüento mais ser o compreensivo em ser o único a ver futuro nessa história, em sempre torcer para que algo que eu faça te agrade. Antes eu ainda duvidava que pudesse ser isso, talvez você realmente não me quisesse por perto, talvez eu fosse apenas mais um desses que são apaixonados por você e deveria ser por isso que você me evitava. Eu ainda prefiro pensar que seja medo, ou que tenha alguém além de mim disputando o teu coração. Eu via quantas vezes você parecia estar longe enquanto estávamos juntos.
-Tu me conheces faz pouco tempo, e já quer saber tudo o que se passa na minha cabeça. Espera, vai com calma, estou assustada sim!Eu nunca te prometi nada, e nunca quis te iludir com nada.Sempre fui imparcial, mas agora acho que não é uma boa hora para a gente ter esse tipo de conversa.
-Se você fosse mais aberta comigo, talvez eu pudesse ajudar, mas você prefere se recolher e ficar sempre dizendo que hoje não é um bom dia para a gente ter qualquer tipo de conversa. Eu sei disso porque eu já tentei variadas vezes e você sempre se faz de desentendida como agora. Me diz o que é que eu tenho de errado, que eu tento mudar por você.
-Olha você me pergunta por que eu tenho medo de me apaixonar e logo em seguida cai um turbilhão de coisas. Mas como você me fez uma pergunta, eu vou tentar responder. Eu não quero ser mais injusta do que eu estou sendo. Mas não agora, me pegasse em uma semana realmente pesada, onde eu estou cheia de conflitos na cabeça e sinceramente, não quero falar sobre isso. E se você não percebeu, estou fugindo de responder isso, é mais uma vez como você disse. Mas, por favor, respeita!Mas antes que eu me esqueça, você não tem nada de errado, e sim você também é um cara maravilhoso. Mas agora eu não posso te responder essa pergunta. Não! até achar as palavras certas.Meu Deus que confusão, eu não queria te fazer passar pelo que eu passei.










E eu fiquei aqui pensando como eu iria responder e jogar tudo o que sinto por outra pessoa, dizer o quanto eu me machuquei no meu relacionamento anterior e como eu ainda conseguia estar presa ao passado. Eu estava sendo injusta em ainda não ter comentado nada sobre aquilo, mas era preciso coragem, era preciso fôlego para encarar mais uma conversa difícil. E como é que eu ia dizer o que tinha acontecido naquela semana? Eu estava me sentindo mal em não ter pensado nos outros que estavam ali dispostos a me contemplarem com um sorriso matinal e uma "boa noite" doce antes de o sono chegar. E aqui é mais ou menos 6:12 da manhã e depois dessa conversa, ele não me ligou, talvez ele tenha entendido que não era o momento para ele ter feito aquela pergunta, ou deve estar morrendo de raiva de mim por eu ter sido tão estúpida, ou deve ter se olhado no espelho e ter visto que ele merecia receber mais do que no momento eu poderia oferecer.
Ainda não respondi a sua pergunta, e nem sei se ele merece ouvir o que eu tenho a dizer. Não! Eu não sinto amor, eu não sinto paixão, eu não sinto gostar nenhum por ele. (Nem ciúme eu sinto, primeiro sinal quando eu quero alguém pra mim.)é triste isso, mas eu não sinto. Eu sinto carinho, cuidado, zelo, mas nada a ver com algo que me tire o sono ou que me faça perder horas pensando o quanto tudo aquilo era bom. Engraçado ainda ser essa hora e parecer que tudo isso talvez seja dedicado a ele, mas não! Esse texto consegue ser mais meu, do que para qualquer outra pessoa. Porque eu me segurei durante horas, dias para falar a verdade, para não dizer o quão eu me senti bem durante algumas horas nessa semana, eu me joguei, eu não quis saber do amanhã e ainda sim mesmo com todos os acontecimentos eu perdi horas pensando o quanto tudo aquilo tinha sido bom, e não foi com ele, e eu não pensei nele, não! Em nenhum momento. Talvez eu tenha sido a mais VADIA de todas, mas eu não dei ouvidos a ninguém, melhor dizendo eu preferi não comentar com ninguém, já que eu imaginava o que eles iriam me dizer. Agi por impulso e o pior ainda não me arrependi. Agora eu acho é bem feito eu me tremer todinha quando tem uma ligação e eu não sei o que dizer, eu tenho vergonha de ter feito tudo isso, eu deveria pedir desculpas a ele, mas antes que vocês consigam imaginar que eu realmente seja uma VADIA, eu tenho que pedir desculpas é a mim. Porque eu ainda consegui me sentir bem, passando por cima do meu amor próprio e depois dessa eu deveria era ter vergonha, eu tenho antes de tudo é que me pedir desculpas e esperar pelo pior. Vou carregar mais um problema nas costas, e ainda vou magoar quem não merecia, e no final das contas não vou ter nenhum dos dois!
E eu sei que depois que eu dizer tudo isso, ele nem vai ligar para aquela pergunta "Por que você tem medo de se apaixonar?”


PS: Quando a gente divide o que se passou nem que seja em textos, é verdade que ficamos mais leves.

Fuga.

Já falei que eu minto? Mas assim mentir muito? Mas mentiras tolas, mentiras sobre mim, mentiras para vê se eu consigo ser mais burra que o normal, e acreditar mesmo sabendo que isso seja uma fuga. Talvez eu ainda não saiba lidar com certas coisas, talvez o tempo ainda esteja sendo malvado e injusto demais comigo. Mas por que eu sempre tenho que ser a mocinha de tudo? Não, Eu não quero ser a mocinha e nem gosto de ser ela, e juro que muitas vezes queria ser até a malvada, quem sabe a vingança pudesse me trazer algum conforto? Dá para entender que eu só não quero mais esperar nada de ninguém.
Também já disse que sou pessimista? Pois é, eu sou. Engraçado que isso também é uma fuga, uma fuga porque eu realmente cansei das frustrações, daí eu sempre espero o pior de tudo, e deixo que me critiquem por eu continuar a julgar o que os outros pensam e falam sobre mim, mesmo sem saber a procedência. As pessoas fizeram com quee eu me tornasse assim e não sei se espero mudar. Afinal, tudo isso se tornou uma defesa minha e eu não sei se eu tenho mais a coragem de entrar em mais uma nova aventura de olhos vendados.

10 janeiro 2009



Sei que eu prometi escrever mais freqüentemente, mas estou em uma fase tão parada, tão sem graça, estou naquela montanha russa, um dia eu acordo bem, outra simplesmente indisposta, com vontade de ficar deitada e não sair mais da cama.
Agora é um ano difícil, e eu realmente espero que eu coloque a cabeça no lugar e comece a estudar diariamente para ser aprovada na federal. Um dos sonhos que eu mais almejo.
Entrei de férias realmente ontem, e queria muito estar saindo loucamente. Vamos ver a partir de segunda-feira, o que eu vou programar com as amigas.
Por enquanto estou pagando as minhas promessas, e vou cumprir todas!
:D
Quem sabe eu não saia dessa nostalgia e as inspirações apareçam em minha mente.
Uma coisa que eu realmente não gostava era de escrever textos fictícios. Inventando sentimentos, nome de outros personagens. Mas pelo visto a minha vontade de escrever vai ser assim mesmo, já que comigo anda não acontecendo nada. Pelo menos não do meu interesse.