23 janeiro 2009

Eu queria te escrever uma última carta, não queria que fosse mais uma carta de amor. Porque não faz mais sentido algum ainda me declarar a você. Engraçado eu ainda escrever essa carta, sabendo que você não vai ler, nem eu vou te mostrar. Todas as tentativas de eu te escrever algo e perceber pelo menos interesse em você, nunca existiram.. Mas faz tempo que eu não sou tão interessante para você, não é mesmo? Responde sem culpa já que agora eu consigo manter os meus pés no chão.
Acho que você nunca conseguiu enxergar todo o amor que eu te dei, ou pelo menos a vontade que eu tinha de te oferecer, o jeito escandaloso de te amar, causava inveja a todos os mortais que não conheciam o amor. Lembro-me das confissões que os conhecidos nos diziam, e o quanto eu recebia cantadas até com o amor que eu tinha por você. Queriam ocupar o seu lugar. Mas nunca o habitaram, nunca se quer, habitaram em mim de verdade. Talvez eu nunca tenha deixado, nunca tenha dado espaço para que isso ocorresse. Mas o meu amor era tão teu, ainda consegue ser tão grandioso que eu me vejo suja querendo oferecer a outra pessoa. Desde que eu quis me envolver com você, isso antes de nós formamos um casal,eu não consegui te arrancar de mim para sempre, nem com todas as orações, nem com todos os esforços e eu sei que eu tentei, e quis tanto que isso ocorresse e ainda quero, melhor dizendo EU PRECISO. Espero que tudo isso seja uma despedida, mas o que eu acho uma pena, sei que esse não vai ser o último suspiro, o último sonho, a última vontade de estar com alguém que não seja você. Você faz moradia em mim, na minha alma. E isso que não era para ser um texto de amor, consegue ser uma das coisas mais sinceras e calorosas que eu já te escrevi, talvez por eu realmente esperar que essa seja uma despedida realmente despedida, das várias que eu já te fiz,das várias que eu já fiz pra mim. Mas e agora eu te peço com aquelas mesmas forças quando eu te pedi para ficar no dia que você resolveu ir embora, ”Por favor, vai embora, vai para nunca mais voltar. ”
E isto tudo se resume em; ”Eu não quero mais sentir saudade, eu não quero mais me sentir tão sua.”

Os últimos beijos, os últimos abraços com esse amor desmedido que você nem deve saber que ainda faz teto ao meu coração.

Juliana

2 comentários:

Luciana Andrade disse...

Mas se você sabe amar.. Já basta.. Amor é fluxo..

Welker disse...

Seu texto me fez lembrar as músicas antigas da Alanis Morrissete. O tempo destrói tudo.