16 março 2009


Ela tinha saído de casa com a intenção de só beber e dançar queria curtir suas amigas, queria brindar a vida!
Dançando no meio do salão, deixando a música entrar em seus ouvidos e se remexer até que os seus quadris e pés não agüentassem mais. Afinal, ela estava ali para extravasar, e o melhor, não conhecia quase ninguém, mais um motivo para deixar rolar o que a noite oferecia sem se preocupar com alguma coisa.
Open bar? Ótimo! Cervejas e mais cervejas!
Um rapaz a olhava desde o inicio da festa e ela nem ligava, continuava rebolando, esperando o som entrar cada vez mais nas suas veias.
Ele tentou puxar qualquer tipo de diálogo, e ela nem deu a chance dele falar qualquer coisa, simplesmente o ignorou. Ela estava cansada de beijar, e nem se lembrar do nome do rapaz que ela ficava nessas noites de peguetes.
Alí no meio de tantas luzes coloridas, ele não conseguia olhar para outro canto, sem ser o corpo da garota e olhava demoradamente nos olhos, quando ela percebia que ele não parava, chegava a ficar sem graça. Mas ela pensava assim; “Desde o inicio estou me remexendo feito louca, ele deve estar achando que eu sou fácil, por isso não desiste de conseguir conversar comigo. Deveria ter o mesmo pensamento do primeiro carinha que eu tinha ficado antes de percebido o adorável rapaz."
O primeiro garoto era bem idiota por sinal, após uma dança e alguns beijos, já queria levar a moça para um lugar mais reservado, para vê se saia algo a mais do que beijos. Ela ignorou, disse que ia voltar para o salão, que ela estava melhor lá, do que com a companhia de um cara tosco feito aquele. Que apesar de ser até bonitinho, mas não passava de mais um imbecil no meio de tantos homens.
Quando ela decidiu voltar ao salão, já que tinha acabado de dar um ponta pé, naquele imbecil. Tinha muita gente, muito barulho e tudo isso passou a incomodar, já tinha ingerido algumas latas de cerveja o que tornava o ambiente mais “confuso” ainda, o rapaz que a olhava desde o inicio da festa, foi atrás dela. Ele nem tinha a visto beijar outro, mas talvez ali fosse a oportunidade dele tentar conversar mais uma vez. Foi quando ela viu nos olhos dele esverdeados, que chamava tanta atenção no claro.
Ele foi diferente, não tentou logo beijar, passaram quase uma hora conversando que nem viram o tempo passar, falaram de passado, projetos, problemas e muitos assuntos que vieram no decorrer daquela noite. Sem nenhum esforço, sem nenhum pedido, sem nenhuma cantada, saiu um beijo.
Um beijo inesperado, ou esperado desde que os dois perceberam o quanto combinavam. Não se desgrudaram desde aquele momento, simplesmente não conseguiam. O cuidado que ele estava tendo com ela, a encantou. A química tinha rolado de uma forma que ela não sentia fazia algum tempo, um encaixe quase perfeito. Talvez tivesse sido só a carência que tinha dado sinal de vida alí, que estava mostrando o quanto era para deixar de ser teimosa e dar a chance a alguém e a ela mesmo, de embarcar em uma nova paixão. Naquela noite, tudo estava tão intenso que chegaram a cogitar sobre namoro, ela estranhou o assunto, ela só tinha aceitado uma vez namorar, sem conhecer direito. Tinha sido o seu primeiro namorado aos 14 anos e até hoje conseguia ser um dos relacionamentos mais lindos que ela já teve. Mas ela não era mais aquela menina, a maturidade dela pesava e ela não entendia o porquê daquele assunto tão depressa. Quando ele perguntou se tinha probabilidade dos dois namorarem ali, ela tomou um susto e imediatamente riu, ele deveria estar testando o grau de galã que ele tinha, ou deveria estar tirando onda com a cara dela. Então ela simplesmente ria, dizendo que ele era engraçado, como uma forma de espantar aquele assunto que tinha a pego de surpresa.
Mas ainda sim, trocaram telefone, e todas essas tecnologias que facilitam o contato das pessoas. Mesmo ela achando tudo bom demais, vivia dizendo que era pala tudo o que ele falava sobre o encantamento, sobre a beleza que ela possuía, sobre o jeito dela dançar, o modo como ela sorria, e como o seu biquinho dançando era sexy. Ela então começou a ter medo, ele estava sendo um cara incrível, e tinha feito o beijo dela valer a pena, como há muito tempo não estava sendo. E antes que ela acordasse no dia seguinte, tinha uma mensagem dele no seu celular, falando o quanto ela tinha encantado o rapaz e que ele queria vê-la o mais breve possível, diminuindo a possibilidade que tudo aquilo que ele estava falando fosse mentira. Aquele par de olhos verdes que não saíram da sua mente, desde que ele disse, que nunca tinha se dado tão bem com uma pessoa que ele conheceu na hora, como a compatibilidade estava sendo a favor dos dois. Moravam perto, estavam em uma fase complicada de estudos, ela estudando para o vestibular, e ele terminando a faculdade, os relacionamentos duradouros anteriores que tinha acontecido quase à mesma coisa, o aniversário no mesmo mês, os olhos iguais, o gosto musical parecido, os lugares que freqüentavam agradavam o outro, e se perguntaram, por que eles teriam demorado tanto para se conhecer? Ela está tão encantada que voltou aquele medo insuportável de não saber lidar com os novos sentimentos verdadeiros que ela pudesse sentir, pois esse rapaz tem uma grande possibilidade de ganhar o seu coração, e estragar tudo o que ela tinha planejado durante meses, de não se apaixonar, nem se envolver de verdade, nem tão cedo.

2 comentários:

Luciana Andrade disse...

Ah.. mas essa confusãozinha e esse medo são tão gostosos se bem vividos!
E uauuuuu.. Tá lindo layout do seu blog...
Beijos meus

Welker disse...

Bom, é óbvio e genial... quem é idiota, perde.

Por que eu ainda não entendi isso e não procurei ser algo da vida, né? :B