03 março 2009

Quando ela resolveu ir ao parque, não imaginava que o encontraria por lá.
Ele permanecia sozinho, pensativo, com uma lata de cerveja na mão e aquele maldito cigarro, que ela passou tanto odiar. (...)
Ela continua odiando o cigarro, mas tinha adquirido o vício, sabe-se lá por quê. Não gostava do fato de saber que estava fudendo os seus pulmões, ela se importava com isso. Mas isso parecia ser menos importante quando o seu bem-estar vinha ao ver o cigarro chegar ao fim. Talvez ela sentisse alívio ao achar que a graça estava justamente em fuder a sua vida, em saber que aquilo deixaria a sua vida de falsa felicidade acabar mais rápido.
Voltando ao assunto que não seria o vício a ser tratado nessa história.
(...) Ao encontrar com ele, apressou os passos com a imensa vontade de perguntar como a sua vida tinha andando, se ele tinha terminado os cursos que ele estava fazendo na época que estavam juntos, e antes que ela chegasse a perguntar tudo isso, não conseguiu enxergar nada além do seu sorriso e a sua cara de espanto ao treinar tantas vezes aquele dia que eles se reencontrariam e simplesmente nada ia parecer ter sentido. Ele não sabia o que dizer. Naquela hora, naquele dia o seu dia tinha sido péssimo, ela estava irritada, estava nos seus piores dias. Com os cabelos sujos, unhas sem estarem feitas, molhada da chuva e com a sua maquiagem toda borrada. Ela andava usando o delineador preto, que ele tanto elogiava dizendo o quanto ficava bem nos seus olhos esverdeados. E toda vez que ela passava parecia o ouvir dizendo aquilo. Usava só para agradar ele, mesmo se ele não a visse. O diálogo tinha sido um dos mais curtos do dia, cheio de monossílabos, mas ainda sim ela tinha ganhado o dia por sentir o seu perfume e ainda ganhar aquele sorriso tão de perto. A vontade dela agora é de ligar, dizer que foi uma tola, que deveria ter se jogado com ele naquela vida louca que ele levava, e que ela achava tão interessante, mas tinha os seus limites, os seus medos e por mais que não gostasse de rotina, era a maneira mais segura que ela via de enxergar a vida. Ela queria gritar e dizer que desde que ele se foi ela não era mais feliz, que se ele ainda a quisesse ela ainda faria aquele “tudo” que ela prometia que faria por ele. Ela ligou, ele atendeu. Ela continuou sem falar nada do que ela planejava, não conseguia. Mas ele resolveu falar antes que ela falasse qualquer coisa, afinal, ela sempre conseguia estragar o momento com a impulsividade.
-Que saudades eu estava de você, vamos combinar de tomar um café qualquer dia?
-Ainda bem que me convidastes, passei horas tentando ter coragem de te dar esse telefonema que eu deveria ter dado á meses.
-Concordo!Muitas vezes pensei em te ligar. Mas eu imaginei que você não quisesse falar comigo.
-Me desculpa pelo dia que eu tive raiva de você só porque não me amava mais?
-Esse dia nunca existiu minha linda....
O seu corpo ficou agitado a certeza que eles voltariam, causava as sensações mais loucas que ela já teria sentido. Ela ainda o amava, por mais que disfarçasse, por mais que errasse.
E logo ela entendeu o motivo de ter errado tanto, ela só queria amenizar as coisas que angustiavam o seu coração, mas ninguém entenderia.Hoje ela prefere ficar calada, muda, sem dar um "piu", assiste de camarote a peça que já chegou ao fim.

3 comentários:

D'angelo disse...

E logo ela entendeu o motivo de ter errado tanto, ela só queria amenizar as coisas que angustiavam o seu coração, mas ninguém entenderia.Hoje ela prefere ficar calada, muda, sem dar um "piu", assiste de camarote a peça que já chegou ao fim.
Isso resume bem.
Obrigada pela visita em meu blog...bjuss

Luciana Andrade disse...

Sabe lindona... Por vezes coloquei esse filme pra rodar....Pra ver se eu entendia o momento do fim...

Anônimo disse...

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