28 junho 2009

O passado, não será meu presente.



Depois de ter lido cartas, textos e ter visto fotos, me fizeram repensar todo um passado, por alguns instantes.(como um flash back.)
E a verdade, é que eu não me reconheço mais olhando tudo isso, vendo os meus erros e os meus acertos não sendo mais cometidos por mim.
Algumas experiências me deixaram marcas, umas que ainda incomodam, e eu prefiro não cutucar, por ainda não terem sido cicatrizadas por inteiras.
Então, eu as deixo quietas, o tempo vai acabar cicatrizando, e outras me deram coragem para seguir em frente, sem ter que me preocupar com o que eu deixei para trás.
Mas me sinto vazia, como se eu tivesse com um peso nas costas, e estivesse disposta a dividir sempre com alguém.
É quase sempre uma ligação com um relacionamento amoroso, e não ter nenhum, me espanta.
É como se me faltasse alguma coisa.
Sou movida à paixões, ao coração acelerar, e quando isso não vem acontecendo, eu sinto falta.
Eu me pergunto o porquê, ainda disso tudo, já que eu sei que ninguém precisa de ninguém para se considerar uma pessoa “feliz”, mas venhamos e convenhamos, não tem coisa mais deliciosa do que estar apaixonada.
Não encontro respostas plausíveis para eu continuar nessa de ter um envolvimento barato, de sempre querer me relacionar, e sempre sair machucada da história.
Muitas vezes me vejo ríspida, como se eu precisasse sempre ter que chocar alguém com minhas grosserias, sei que estou usando minhas frustrações incorretamente, e talvez seja uma defesa que eu ainda nem sei, ou uma falta de paciência de quebrar a cara mais uma vez.
Não queria generalizar, sei que ainda existe muita gente que dá valor as pessoas, que não gosta de enrolação e muito menos enganação.
Mas sabe, eu realmente cansei disso tudo, e estou preferindo estar no meu vazio do que estar com alguém onde eu veja algum complemento, e no final das contas descobrir que nada existiu.

22 junho 2009

Nada ficou no lugar, eu quero entregar suas mentiras.




"Mentira!
Tudo mentira!
Pura mentira!
Meu amor!"



Desculpem aos que acompanham esse blog, mas todos esses textos que eu publico aqui tem algo a ver com minha vida, seja diretamente ou indiretamente.
Mas o “problema” é que a minha vida estava praticamente um tédio.
Faltava-me inspiração de fato, emoções que pudessem ser traduzidas em palavras.
Mas hoje me surpreendi..

É, as coisas se tornam difíceis de acreditar depois que certas atitudes provam ao contrário.
Sabe quando você sente que pode ser uma das pessoas mais injustas desse mundo e não se preocupa com isso? Mas elas se tornam justificativas quando o que está no meio, são os seus sentimentos, os seus conceitos e afins.
Eu não esperava ter levado um susto, ou esperava e não acreditava.
Mas o que me deixa absurdamente chocada, é a paixão que dizíamos sentir um pelo outro se tornar uma dúvida. O fato que aconteceu, chegou para anular tudo o que você dizia para mim. O que me faz sentir uma imbecil, reparem nessa palavra, em todas as letras, (I M B E C I L), prestaram? É exatamente isso o que eu sou, e se vocês forem inteligentes o suficiente, já devem ter notado.
Como eu consegui vendar os meus olhos desse jeito?
Como eu preferi não enxergar o que estava na minha frente?
Porque eu fui inventar de acreditar, tão sem receio?
Ela estava no meio de nós, sempre esteve. E você dizia que não, e que isso seria ao contrário, que era outra pessoa que estava vivo em mim. E você duvidava, quando eu dizia convicta, que não, que era passado, que não corria risco algum de eu querer voltar atrás, de querer reviver um passado.
Que eu sabia o que eu queria, e a única pessoa que eu queria, era você.
Talvez a ilusão tenha chegado sozinha em mim, talvez eu tenha aumentado as nossas emoções na minha cabeça, tenha exagerado como eu sempre faço.
Mas o nosso relacionamento pareceu ser baseado na sinceridade e hoje eu não tenho tanta certeza disso.
Porque agora a única coisa que eu penso, é como eu deixei que as coisas chegassem à esse ponto? Porque tinha que acontecer algo desse tipo, comigo novamente?
Seria para cansar de se entregar tanto, e ter mais cuidado?
Mas estou absolutamente desistindo de me envolver novamente, com quem quer que seja.
Não estou falando que eu estou sofrendo, acabou-se o tempo que algo me deixasse desse jeito. Mas estou chateada, irritada, não com você, mas comigo! Entende?
Eu prometi para mim que as coisas não seriam mais desse modo, que eu não ia acreditar tão fácil em alguém, mas acreditei, e deu no que deu, bem feito para mim.
Mas hoje, mais do que nunca, eu tive a certeza que a melhor coisa do mundo foi ter desistido de você, foi ter dado um basta em nós dois.
Paixões avassaladoras são instantâneas, e acabou.
E "competir" com ela, seria golpe baixíssimo.
Afinal entre amor e paixão existe uma grande diferença.(Sei do que eu estou falando.)
Preciso engolir algumas palavras que eu cuspiria nesse post, mas vou me controlar ainda mais um pouco. Sei que você vai ler isso aqui, sei que vai querer saber como eu estou e o que eu ando escrevendo. Mas se estiver lendo, como eu imagino que esteja, eu repito, não é fácil acreditar em você! Não mais! Não depois disso!
Se eu estiver enganada me desculpe, mas se eu não estiver, você precisa receber os parabéns e preciso dizer que você seria um ótimo ator.

09 junho 2009

Fui embora, com fome de amor.


Cheguei à conclusão que a melhor coisa de eu ter feito, foi ter pulado fora de uma situação que não cabia mais em mim. Apesar dos erros que eu cometi nessa longa estrada, estou orgulhosa por ter tido a coragem de partir, mesmo querendo ficar. Acho que aprendi a me valorizar, coisa que eu não tinha, e para ser sincera não tenho orgulho nenhum em assumir isso. Sempre tive a falta de amor próprio. Tenho plena consciência disso. Em outros tempos eu continuaria em uma situação ou por comodismo ou por ter a ilusão que uma hora tudo se resolveria.
Agora que estou longe, ainda aparecem alguns pensamentos, mas tenho a sensação que não era bem assim, e realmente não era, nunca foi.
Era só essa mania de criar contos de fadas em histórias que não tem nenhuma ardência, coloquei sentimentos maquiados, paixões talvez forjadas. Mesmo que tenha sido com aquele famoso “sem querer”, hoje eu vejo que não era bem assim como eu imaginava.
Aquela paixão foi pura invenção de nossas cabeças, ou da minha.
Não vou negar que me senti bem ao seu lado, que eu dizia estar realmente apaixonada, e talvez eu estivesse. Mas aceleramos demais o processo, coisas assim têm que ser sentidas com calma, com cuidado. É como se nós perdêssemos o nosso estoque no início de mês. Foi bom usar exageradamente, mas tem hora que falta. Alguém iria sentir fome de algo, e esse alguém fui eu. Vi que as coisas que eu tinha necessidade de ter, você não tinha, nunca teve, e mesmo assim eu ia passando “fome” ao seu lado. Talvez por ainda pensar que eu pudesse achar algo escondido, as coisas mais gostosas são guardadas para o final.
Mas não, quando eu percebi que não tinha o que eu queria, tive que sair, sem olhar para trás e mesmo que eu sinta em algumas horas saudade de momentos bons que passei ao seu lado, vejo que foi melhor assim. Não dava mais para continuar com algo, que me faltava.

07 junho 2009


Nessa página em branco, estou procurando o que escrever.
Estou pensando se eu deveria falar disso tudo que eu guardo, se isso ainda sim importaria.
Depois de algumas cervejas, vejo as verdades querendo sair, tento engolir, guardá-las para mim, evito chegar a essa tela e desmanchar todas as farsas que eu criei.
Eu respiro, peço para que essa vontade vá embora, mas ela não vai.
Acabou o efeito do álcool. Fui ouvir algumas verdades, e as minhas não conseguem mais sair.
A inspiração não chega mais perto de mim, a vontade de escrever não passa.
Agora as palavras travam,estão engasgadas no meu peito, nada mais.
Quer saber? Vou pegar mais uma cerveja, essas verdades devem ser ditas.