09 junho 2009

Fui embora, com fome de amor.


Cheguei à conclusão que a melhor coisa de eu ter feito, foi ter pulado fora de uma situação que não cabia mais em mim. Apesar dos erros que eu cometi nessa longa estrada, estou orgulhosa por ter tido a coragem de partir, mesmo querendo ficar. Acho que aprendi a me valorizar, coisa que eu não tinha, e para ser sincera não tenho orgulho nenhum em assumir isso. Sempre tive a falta de amor próprio. Tenho plena consciência disso. Em outros tempos eu continuaria em uma situação ou por comodismo ou por ter a ilusão que uma hora tudo se resolveria.
Agora que estou longe, ainda aparecem alguns pensamentos, mas tenho a sensação que não era bem assim, e realmente não era, nunca foi.
Era só essa mania de criar contos de fadas em histórias que não tem nenhuma ardência, coloquei sentimentos maquiados, paixões talvez forjadas. Mesmo que tenha sido com aquele famoso “sem querer”, hoje eu vejo que não era bem assim como eu imaginava.
Aquela paixão foi pura invenção de nossas cabeças, ou da minha.
Não vou negar que me senti bem ao seu lado, que eu dizia estar realmente apaixonada, e talvez eu estivesse. Mas aceleramos demais o processo, coisas assim têm que ser sentidas com calma, com cuidado. É como se nós perdêssemos o nosso estoque no início de mês. Foi bom usar exageradamente, mas tem hora que falta. Alguém iria sentir fome de algo, e esse alguém fui eu. Vi que as coisas que eu tinha necessidade de ter, você não tinha, nunca teve, e mesmo assim eu ia passando “fome” ao seu lado. Talvez por ainda pensar que eu pudesse achar algo escondido, as coisas mais gostosas são guardadas para o final.
Mas não, quando eu percebi que não tinha o que eu queria, tive que sair, sem olhar para trás e mesmo que eu sinta em algumas horas saudade de momentos bons que passei ao seu lado, vejo que foi melhor assim. Não dava mais para continuar com algo, que me faltava.

10 comentários:

Luciana Andrade disse...

Seu texto me lembrou uma música.."Eu tive que ir embora, mesmo querendo ficar..."

Priscila Rôde disse...

Ótimo texto, ótima imagem!
Fome de amor, muito forte isso, adorei!
Voltarei aqui mais vezes, com certeza!
Beijão

Natália Corrêa disse...

O amor quando é amor, nos completa. E quando não é, acabamos dando mais de nós, para completá-lo. No entanto, com tempo, nos doamos tanto, que ficamos vazias...
de nós.

Bom te ver bem consigo mesma.
Saudades enormes, Ju.

Natália Corrêa disse...

Eu encontrei pelo de Bruna *-* achei tão lindo! também não sabia que vc tinha um blog.
aaah, feliz dia dos namorados rs.
aamo você :)

Noé disse...

Tão bom encontrar o fio da meada que se busca, que faz falta, que se sente ausente. E, tão fácil largar a maçã meio mordida, o solo meio arado, o amor meio experimentado.
Só não dá para ficar é no amor meio sentido.

Tatá disse...

Creio que foi melhor assim. Para você, para os dois.
Parabéns pela coragem de seguir em frente, deixando tudo pra trás, mas levando essas coisas todas com você. Ainda que só em pensamento!

Senti o texto um tanto tenso, porém com uma beleza que não se descreve. [IN]tenso seria a palavra certo.

Meu beijo, bonita :*

[P] disse...

Sem dúvida foi um grande passo, este que você deu, Juliana. E realmente, continuar com algo que é incompleto ou que está muito mais no campo das vontades do que no da realidade é masoquismo. Partir dói. Deixar dói. Terminar dói. Mas passa, não é? Sempre passa. Imagine permanecer em algo que faria doer enquanto existisse...

Um beijo!

Jéssica Souza disse...

Amor-próprio é fundamental.E a vida é assim mesmo,temos que ter coragem de 'abrir mão' de certas coisas para que elas fiquem livres para receber algo em troca. ;D

Larissa disse...

Temos essa mania às vezes. No começo é sem querer, mas depois percebemos onde estamos e o que estamos fazendo e por puro medo (leia-se comodismo) ficamos insistindo naquilo, ou esperando que melhore. É. Você é normal, haha. Gostei daqui. :*

Tatá disse...

Vamos postar logo, vamos vamos vamos? :D