27 julho 2009

Não importava a escuridão, eu só enxergava você.



E desse meu jeito, eu caminhei sozinha.
Em uma rua praticamente escura, eu via apenas poucas luzes, aquelas amareladas.
Eu mal conseguia enxergar o que estava na minha frente, mas não me perdia, eu sabia exatamente onde eu queria chegar, mesmo não sabendo os caminhos que eu ia percorrer.
Eu só queria achar aquele caminho que me levasse até você, eu procurei, eu tropecei, me machuquei, e mesmo com feridas abertas, continuei andando meio perplexa.
Eu não sabia de onde vinham as forças para me levantar, talvez alguém que eu nem conhecesse me ajudasse á enxergar, ou me estendia a mão, e foram apoios, bases, a maioria me julgava todo o tempo, e eu tinha vergonha de erguer o meu rosto para querer continar encontrar você.
Eu sabia que eu não deveria andar por aquelas ruas, era perigoso.
Alguém poderia me machucar, e eu, mais uma vez estupidamente ingênua, foi como um masoquismo, eu mesma me feri, feridas que não sangraram, mas que são aparentes em meus olhares em toda essa minha insegurança.
Eu corria, eu disfarçava, mas aquele brilho que muita gente ainda consegue enxergar em meus olhos, é apenas um reflexo de toda aquela felicidade, de tudo aquilo que eu fui e já não sou mais.

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E no meio dos meus cadernos, achei esse texto.
Acredito que ele tenha sido feito faz uns meses, e em alguma aula chata que eu não me lembro qual, relembrando um dia que eu andei sozinha, perdida nos meus pensamentos após aulas cansativas á noite. :~

6 comentários:

entremares disse...

Os caminhos às vezes são estranhos, não são ?

A gente percorre trilhas escuras, perseguindo qualquer coisa, a gente ignora os avisos, perseguindo o pote de mel.

Mesmo assim, a gente conserva nos olhos aquele brilho, como criança atrás de um rebuçado. Aquele brilho mexe com a gente, torna-nos sedutores, torna-nos melhores do que somos, a gente transforma-se.

Às vezes, depois a gente perde o sorriso. Mas isso já são outras histórias. Depois de enxugar a tristeza, a gente descobre de novo o brilhozinho dos olhos...

Beijos.
Rolando

DANIZINHA disse...

Aula chata é uma bela fonte de inspiração ás vezes. Foi para você. E também aulas chatas me traziam, sem querer, inspiração.

beijos
me visita

Welker disse...

Aulas chatas me fazem bem... quanto texto já não postei no Cesto graças as explicações impossíveis de entender numa aula de física...

Digamos que devo uma a aquele professor cabeçudo... ;)

O Profeta disse...

O ultimo sentimento
Perdeu-se no outro lado do espelho
Onde dormem as estrelas?
Talvez sobre a cabeça de um pobre velho

E a Lua de sorriso trocista
Soltou raios de deslumbrante luar
Um amante tece um manto de ternura
Inunda o espaço uma melodia de embalar


Boa semana



Doce beijo

Luciana Andrade disse...

Sabe que às vezes é bom andar meio sem rumo. Quando eu me perco é quando eu me acho!
Ótima semaninha, flor!

Natália Corrêa disse...

A escuridão não é nada, quando se enxerga com o coração =}